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10/10/2016 - Jogo de xadrez vira febre na Fundação Casa

09/10/2016
 
Campeonato estadual da instituição na semana passada teve 104 jovens participante

Nos cerca de 150 centros de atendimentos da Fundação Casa no Estado de São Paulo, o jogo de xadrez faz parte das atividades recreativas dos jovens internados e também do programa de prática esportiva.

Entre os jovens, o esporte milenar de raciocínio e estratégia está cada vez mais popular, principalmente por conta das competições internas.
Desde julho foram realizadas as seletivas nas 12 regionais da Fundação Casa para as finais do 12º Torneio de Xadrez da Fundação Casa.
O evento com a final da competição aconteceu no Ginásio do Ibirapuera, na zona Sul da capital, no último dia 4.

Segundo Rosângela Domingos, técnica da gerência de esportes da Fundação Casa, o  xadrez contribui com novas habilidades e valores para os jovens que precisam seguir em frente e começar uma nova fase na vida. "O esporte ajuda no desenvolvimento do raciocínio e habilidades cognitivas. Durante o jogo, eles aprendem a resolver conflitos, tomar decisões e a se responsabilizarem por suas ações. Creio que o xadrez faz um paralelo interessante com a vida. É como um laboratório de experiências para fazer escolhas melhores na vida", disse.

O jogo de xadrez também pode ser o passaporte para os jovens, que estão cumprindo medida socioeducativa após cometeram algum delito, seguirem um no rumo na vida.  
Um jovem interno apaixonado por xadrez pode, com autorização judicial, participar de campeonatos externos.

No Torneio da Fundação Casa participaram 104 garotos e garotas de todos os cantos do Estado.
Alguns vieram de Sertãozinho, Lins, Ribeirão Preto, entre outras cidades do interior, e visitaram a capital pela primeira vez.

A competição seguiu as regras da Fide (Federação Internacional de Xadrez, na sigla em francês para Federation Internationale des Echecs).
As partidas tiveram até 15 minutos de duração.


Campeão

Depois de seis rodadas emocionantes e tensas, foi anunciado os vencedores do torneio.
O título ficou para um jovem de uma das unidades do complexo da Fundação Casa na Vila Maria, na zona Norte da capital. "É o meu primeiro e último troféu na condição de interno. Aprendi muito. Posso até voltar para ensinar, trabalhar na Fundação, quem sabe?”, diz o campeão E. à reportagem da Imprensa Oficial do Estado, que cobriu o evento.

O jovem E. aprendeu xadrez na escola e jogava em casa com o irmão, mas foi na Fundação Casa que o esporte o conquistou de vez.

O mérito do campeão também foi reconhecido pelo segundo colocado D., da unidade de Lins, no interior do Estado. "O rapaz da Casa Paulista é fera mesmo, liquidou o jogo em três minutos, feito raro, coisa de poucos. Ele montou estratégia melhor e ganhou. Enfim, perdi para um campeão, mas estou orgulhoso do troféu e da medalha que vou levar para Lins", diz D., ambos foram aclamados pelo público no ginásio e exibiram com orgulho os troféus.

Os dez primeiros colocados ganharam medalhas que foram entregues pelo ex-jogador de futebol do Corinthians Zé Maria, o Super Zé, ídolos da Fiel nos anos 70, chegando a jogar pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Em 1970, no México, Zé Maria foi reserva do Carlos Alberto, na equipe que conquistou o tri para o Brasil.

Na 11ª edição, realizada no ano passado, o torneio contou com mais de 300 participantes. O número de competidores diminui este ano por conta da contenção de gastos. Em 2015, cada unidade mandou dois representantes. Este ano, apenas os vencedores dos torneios regionais e algumas competidoras das unidades femininas convidadas participaram do torneio.


Fonte:
R7.com
Por Juca Guimarães, do R7
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