"Projeto ÂNCORA - Família e Cidadania"

O Projeto "ÂNCORA – Família e Cidadania”, assinado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, teve seu início em fevereiro/2016. Desde então, desenvolve atividades que visam trabalhar sistematicamente o Desacolhimento de Crianças e Adolescentes que estejam por longo período nesta condição.

O Projeto foi apresentado para adesão a toda rede de abrigos e similares, que mantém crianças e adolescentes acolhidos.
A ênfase de sua atuação é dada aos casos de adolescentes próximos de completarem 18 anos.

O trabalho está sendo desenvolvido por equipe capacitada de educadores sociais, com dedicação exclusiva, visando o desacolhimento e completa Reintegração Familiar e Comunitária.

O título -  “ANCORA – Família e Cidadania” - foi escolhido por se entender que a Criança e o Adolescente em processo de desacolhimento necessita de suportes para a sua estabilidade; suporte este que abrange a rede de atendimento, a família e a comunidade, representados pela figura de uma Âncora.
 

Em 21 de março de 2018 foi realizado um SEMINÁRIO de encerramento do Projeto, e o lançamento da Revista. 
 
“...esta publicação trará depoimentos de 9, das 72 crianças e adolescentes que participaram do Projeto Âncora, e o qual ofereceu, ao longo de 2 anos, suporte no processo de desacolhimento institucional aos que viveram por longos períodos em abrigos, ou estão à beira de sua saída num dos momentos mais difíceis da vida: a chegada da maioridade e aos primeiros passos no mundo dos adultos.
 
Coube a eles contar suas próprias histórias. Não é a versão dos relatórios técnicos nem dos textos que os examinam em processos judiciários. Trata-se da vida de quem a viveu. Muitas vezes violados em seus direitos de acesso às famílias, tolhidos de alternativas ao acolhimento, negligenciados em suas necessidades e subjetividades, aqui estes jovens ofertam à toda a sociedade um vasto horizonte de possiblidades de mudanças e transformações de políticas públicas.
Protagonistas de si mesmos, de maneira generosa compartilham pontos de vista, memórias e expectativas de um futuro que, pouco a pouco, se delineia com esperança, coragem e autonomia.”

(Clóvis Tadeu Dias - Coordenador do Projeto, em depoimento para a publicação)


 

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